Quarentena de oração

... a crise que vemos é real, mas, também, existe algo a mais para enxergar.
  • André Saldiba
  • 19.janeiro.2022

Nunca vivemos uma crise tão duradoura e assustadora. Parece que um mundo morreu, os dias perderam as cores e a vida perdeu o brilho. E diante disso, cada um de nós tem reagido de uma maneira, mas todos com um profundo esgotamento. No início, fechamos os olhos para não enxergar tudo. Infelizmente algumas pessoas fecharam, mas por uma absurda negação, que inexplicavelmente ainda persiste. Porém, a maioria não aguentava enxergar tudo o que estava diante dos próprios olhos. Não por negação, mas por sobrevivência e por saúde. Ninguém aguentaria enxergar, escutar e lidar com tudo em uma crise tão devastadora. Mas há algum tempo, não conseguimos mais enxergar nada além do que está diante de nós. Já perdemos muitas, muitos, muito... e enxergamos um mundo morto em dias sombrios e com a vida quase acabada. Mas os nossos olhos ainda podem se abrir para enxergar! Porque a crise que vemos é real, mas, também, existe algo a mais para enxergar. Deus está conosco, e em ação, na crise! E Ele pode abrir os nossos olhos para que o vejamos em nossas vidas, em nossas casas e com as nossas famílias. A crise existe, nos causa medo, e não sabemos mais o que fazer. Mas Deus nos faz ver e podemos renovar a esperança através do que Ele tem feito! Portanto, ore para que Deus abra os seus olhos, para que você veja. E ore para que a sua família, amigos e amigas, enxerguem além do que tem causado medo... para que a Paz seja a todos e a Esperança seja a todas!

... volte a abrir os olhos, crie memoriais no coração e escreva com a tinta da Esperança.
  • André Saldiba
  • 12.janeiro.2022

A vida se tornou um lugar sem portas e sem janelas, sem brilho e sem cores, sem paz e sem esperança. Olhamos, e continuamos olhando, e não encontramos nada. Cansamos os olhos de tanto procurar e não encontrar coisa alguma. Os olhos estão cansados e nada veem. As lágrimas não nos permitem mais enxergar e a dor nos cegou. Mas precisamos parar, fechar os olhos, e voltar a ver. Precisamos fechar os olhos que não aguentam mais ver tanto sofrimento e abrir os olhos do coração para enxergar a Esperança. Porque esse tempo cegou os nossos olhos, mas não pode apagar as marcas da Esperança em nossas vidas, em nossa história, em nossas famílias. Podemos ver as marcas e experimentar o Eterno Conosco! E além de enxergar e descansar na companhia, podemos aproveitar para construir memoriais, criar novas marcas e escrever no coração com a tinta da Esperança: "Eu sou do Senhor!". Já que esse tempo também não pode nos tirar das mãos do nosso Senhor. Nós continuamos como filhos e filhas nas mãos do Pai! Por isso, volte a abrir os olhos, crie memoriais no coração e escreva com a tinta da Esperança.

... neste deserto pandêmico podemos esperar mais e mais o amor de Deus por nós!
  • André Saldiba
  • 05.janeiro.2022

Um novo ano chegou, mas a travessia do deserto pandêmico não terminou! Continuam os medos, as angústias, as internações, as infecções, as lágrimas, o esgotamento... parece que nada mudou. Estamos perto de completar dois longos anos de deserto - e ainda existem pessoas que insistem em não acreditar na pandemia, em não concordar com a vacinação para todas as idades e em ignorar as recomendações médicas. Quase dois anos de isolamento, fechamentos, restrições sociais, esgotamento emocional, caos completo. O normal não voltou e nem surgiu o novo normal. Estamos dando voltas neste deserto pandêmico que não tem fim. Mas este deserto não se tornou lugar apenas de tristeza, de medo e de desespero. Porque no deserto também encontramos graça, esperança e descanso. Não precisamos sair do deserto para experimentar no deserto a esperança. Em meio à peregrinação, até procuramos novos lugares, mas não temos forças e, na verdade, nunca tivemos sabedoria para encontrar. Mas Deus nos procurou e ofereceu graça, esperança e descanso. Deus não apenas nos procurou, mas permitiu ser encontrado, pois Ele nos amou, ama-nos e sempre vai nos amar. Deus nunca deixou de nos amar e nunca vai deixar. Aliás, neste deserto pandêmico podemos esperar mais e mais o amor de Deus por nós! Por isso, podemos confiar que apesar do deserto, o novo virá. Vamos sorrir novamente. Voltaremos a sonhar e nos alegrar com a vida. E como vamos nos alegrar!

Sobre mim

Eu sou André Saldiba, casado com Adriana, pai de Luiza e dos gêmeos, David e Isabela.

Entre 2007 e 2013, trabalhei na Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo, nas áreas de Missões e Nova Geração, onde atuei como pastor do Núcleo.

Em 2013 passei a integrar a equipe pastoral da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, onde atualmente sou Pastor Executivo e pastoreio o IBAB Jovem e o IBAB Família.

Eu sou formado em Direito, Mestre em Divindade pelo Seminário Servo de Cristo e Mestre em Filosofia pela PUC de São Paulo. Autor do livro imPERFEITOS, uma espiritualidade possível.